Baseado em plantas nem sempre significa mais limpo

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O mito é sedutor. Troque a carne pela ervilha. Troque o cheddar por caju. Você ganhou na loteria da saúde.

Certo?

Não necessariamente.

Um novo estudo vira essa suposição de cabeça para baixo. Os pesquisadores compararam os alimentos de origem animal diretamente com seus primos vegetais nos supermercados do Reino Unido. Os resultados desafiam a ideia de que adotar uma dieta baseada em vegetais significa automaticamente uma dieta “mais limpa”. Em muitos casos, significa apenas mais processamento.

A matemática dos ingredientes

Eles combinaram 71 pares de produtos. Laticínios versus leite vegetal. Salsichas vs. salsichas veganas. Peixe contra algas. Depois contaram tudo que estava nas etiquetas.

A lacuna é gritante. As versões à base de plantas tiveram em média mais ingredientes totais. Eles continham 39 tipos distintos de aditivos. Suas contrapartes baseadas em animais continham 31.

Listas mais longas. Mais nomes químicos. Essa é a diferença.

Mas a disparidade não era uniforme. Os molhos salgados quase não apresentaram diferença no teor de aditivos. A lacuna aumenta enormemente em alternativas à carne, substitutos de laticínios e lanches processados. Esses são os produtos que mais lutam para imitar a carne.

Textura de Engenharia

Fazer uma cenoura ficar com gosto de queijo requer ciência. Não magia, mas química.

As proteínas vegetais não possuem a estrutura natural da carne. Eles não gritam de sabor nem derretem com uma entrega cremosa por conta própria. Os aditivos preenchem essa lacuna.

  • Metilcelulose e alginato de sódio fornecem aquele sabor fibroso e mastigável em carnes veganas.
  • O carbonato de cálcio aparece 11 vezes para dar aos produtos sem laticínios sua opacidade branca e cremosa e um aumento de cálcio.
  • Carotenos tingem o queijo alternativo de amarelo porque… bem, o queijo deveria ser amarelo.
  • Amido modificado aparece frequentemente como aglutinante.
  • Carragenina (espessante de algas marinhas) e goma gelana estabilizam os shakes e queijos.

É engenharia. Você está pagando pela textura.

Você está comendo lixo?

Mais aditivos significam pior para sua saúde? Os pesquisadores foram explícitos: não necessariamente. Esses aditivos são regulamentados. Aprovado. Seguro dentro dos limites.

Mas aqui está a armadilha. A percepção está atrasada em relação à realidade.

Os consumidores compram alimentos vegetais esperando menos produtos químicos. Em vez disso, eles encontram listas mais longas do que seus números de telefone. Isso cria uma dissonância cognitiva que parece uma traição.

Uma lista de ingredientes mais longa não significa toxicidade. Mas é igual ao processamento.

E há uma diferença. Alimentos vegetais integrais – lentilhas, aveia, tofu – são fundamentalmente diferentes de um hambúrguer projetado para sangrar o suco da planta. Uma delas é a agricultura. A outra é a fabricação.

Como realmente comprar

Se o objetivo é reduzir a ingestão de aditivos, “à base de plantas” é uma métrica ruim. O tipo de produto é importante.

  1. Evite os levantadores de peso. Queijos veganos e carnes artificiais contêm mais aditivos. Se imitar bacon, examine-o como se fosse bacon.
  2. Pegue os condimentos. A maionese e o pesto veganos têm perfis de aditivos semelhantes aos de seus equivalentes animais. Baixo risco.
  3. Coma os vegetais. Tofu. Feijões. Grãos. Eles não precisam de metilcelulose para se manterem unidos. Eles existem em seu estado natural.

Alimentos vegetais integrais sempre ganham o prêmio de “rótulo mais curto”.

A lição não é abandonar as dietas baseadas em vegetais. É abandonar a confiança cega. Ler o rótulo ainda é a habilidade mais importante que você possui. Especialmente agora.