Para pessoas com diabetes tipo 2, a ideia de que todos os doces são proibidos é um equívoco comum. Na realidade, algumas indulgências podem ser apreciadas com segurança – e o chocolate amargo, com moderação, pode até trazer benefícios à saúde.
A ciência por trás do ponto ideal
O chocolate amargo contém flavonóis, poderosos antioxidantes associados à redução do risco de doenças cardíacas e à melhora da sensibilidade à insulina. Isto é significativo porque as pessoas com diabetes enfrentam o risco dobro de problemas cardíacos. Estudos mostram que o consumo regular de chocolate amargo (duas semanas ou mais) pode reduzir a pressão arterial, especialmente em indivíduos com leituras normais ou elevadas.
No entanto, nem todo chocolate amargo é criado da mesma forma. A chave é escolher com sabedoria.
Como escolher o chocolate certo
Para maximizar os benefícios para a saúde ao mesmo tempo que controla o açúcar no sangue, siga estas orientações:
- Porcentagem de cacau: Opte por barras com 70% de cacau ou superior. Porcentagens mais baixas estão mais próximas do chocolate ao leite em termos de valor nutricional.
- Contagem de carboidratos: Mantenha as porções entre 15–30 gramas de carboidratos. Três quadrados de chocolate amargo 72% da Ghirardelli, por exemplo, contêm cerca de 14 gramas de carboidratos.
- Evite açúcares adicionados: Evite chocolates carregados com caramelo, caramelo ou outras misturas açucaradas. Limite o teor de açúcar a não mais que 8 gramas por onça (28 gramas).
- Considere nozes: O chocolate amargo com amêndoas fornece nutrientes adicionais, promove saciedade e pode reduzir ainda mais o risco de doenças cardíacas.
- Opções sem açúcar: Nibs de cacau e cacau em pó sem açúcar proporcionam sabor de chocolate sem a carga de carboidratos. As pontas de cacau também oferecem ferro e magnésio, o que pode ser útil para aqueles com tendência à deficiência de magnésio devido à micção frequente relacionada ao diabetes.
Uma indulgência mais saudável
Os benefícios do chocolate amargo decorrem de suas propriedades antioxidantes, que auxiliam o corpo a usar a insulina de forma mais eficiente e a reduzir os níveis de açúcar no sangue naturalmente. Uma porção de 30 gramas (cerca de três quadrados) pode satisfazer os desejos, ao mesmo tempo que mantém sob controle a ingestão de calorias e açúcar.
Em última análise, o chocolate amargo não precisa ser proibido para pessoas com diabetes tipo 2. Quando escolhido com cuidado e consumido com moderação, pode ser uma parte surpreendentemente saudável e agradável para o coração de uma dieta equilibrada.
